Feitiços de mais de 2 mil anos foram encontrados na Sérvia

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Feitiços de mais de 2 mil anos foram encontrados na Sérvia. Eles falam em feitiços de amor, porém com um ar sombrio.

Feitiços de mais de 2 mil

Uma equipe do Instituto de Arqueologia de Belgrado, na Sérvia, encontrou uma série de feitiços milenares na vila de Kostolac, onde ficava localizada a cidade romana deViminacium entre o primeiro e o sexto século depois de Cristo.

Os feitiços estão gravados em folhas de ouro e prata e foram encontrados dentro de pequenos amuletos que estavam junto aos corpos de pessoas que morreram há cerca de dois mil anos. Em entrevista à Reuters, os arqueólogos contaram que os encantamentos estão em um idioma antigo chamado de aramaico, e que estão trabalhando para começar a traduzi-los.

Feitiços de mais de 2 mil

E não pense que os feitiços são do cunho de abracadabra ou vingardium leviosa: até o momento, foi possível identificar os nomes de alguns demônios nos achados. A teoria dos pesquisadores é que os amuletos tenham alguma relação com a morte das pessoas com as quais foram descobertos. Outros objetos parecidos já foram encontrados na Inglaterra e no Egito e no geral são enterrados com os mortos com a crença de que eles sejam levados por anjos ou demônios para a vida após a morte.
Feitiços de mais de 2 mil

“Muitos dos feitiços que encontramos pareciam ser de amor, ordenando que alguém se apaixonasse, mas também havia alguns com tons mais obscuros na linha de ‘que seu corpo fique morto, tão frio e pesado quanto este que o guia”, contou a pesquisadora Ilija Dankovic em entrevista à Reuters. Segundo a arqueóloga, esse tipo de encantamento geralmente era enterrado com pessoas que tinham morrido de forma violenta, porque acreditava-se que “as almas dessas pessoas levavam mais tempo para encontrar alguma paz e tinha mais chance de encontrar demônios e divindades e passar os desejos a eles para que fizessem suas mágicas”.

Feitiços de mais de 2 mil

“Divindades diferentes aparecem nesses amuletos, como se estivessem invocando o que consideramos tanto o Cristo quanto o Anticristo hoje, ou Cristo e os deuses pagãos, o que é estranho. Isso nos mostra que o processo de conversão ao cristianismo na região foi mais lento do que pensávamos”, afirmou Miomir Korac, pesquisador que conduz a expedição, em entrevista ao International Business Times.

No momento, Kovac e sua equipe continuam a escavação, o que significa que mais descobertas empolgantes podem ser divulgadas em breve.

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Kleber Pereira

Cara simples, que vive a vida dia após dia aprendendo tudo o que pode sobre todas as coisas possíveis! Curiosidades são uma das minhas maiores paixões, junto com meu filho e pudim de leite.

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